6 dicas – Gerir as emoções


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A capacidade de sentir, experimentar e expressar emoções é mais importante do que possamos pensar. Enquanto resposta do sistema nervoso a uma determinada situação externa, as emoções desempenham um papel fundamental no nosso processo vivencial.

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Quando a relação com as emoções é saudável, quando estamos em sintonia com elas, são elas que nos ajudam a tomar decisões corretas, a ter sucesso nos relacionamentos, a sentirmo-nos assertivos nas nossas interações diárias e, acima de tudo, ajudam-nos a colocarmo-nos em primeiro lugar quando falamos de autocuidado. Apesar deste papel crucial, existe ainda quem não conheça as próprias emoções, não saiba relacionar-se com elas, e isso pode ter um efeito dramático. Podem surgir problemas de vários quadrantes, como a diminuição da saúde emocional, facilidade em entrar em relacionamentos tóxicos, compactuar com comportamentos de adição, etc. Aliás, as emoções ditas positivas podem ser tão intensas que deixamos de saber como as controlar.

Então, o que fazemos?

Existem vários estudos de psicologia e neuropsicologia, que sugerem que uma boa gestão e saúde emocional nos ajuda a atingir um estado de homeostase, de bem-estar geral que nos faz sentir confiantes, felizes e realizados, e até a ter sucesso e realização profissional. Partilho seis dicas para começar a entrar em contacto com as suas emoções e, aos poucos, poderá familiarizar-se com elas:

  1. Entre em contacto com as suas emoções

É bom sentir emoções, é bom sentirmo-nos a rebentar de alegria e de entusiasmo, e até a própria dor e tristeza têm o direito de serem experienciadas. O problema começa quando todas as emoções borbulham dentro de nós, confundindo-nos e deixando-nos doentes. Existem vários sinais que demonstram que estamos nesse ponto: dificuldades no trabalho ou nos relacionamentos sociais, necessidade de tomar medicamentos para gerir as emoções mais fortes, explosões de raiva ou de tristeza, entre outros.

É verdade que não existe um botão que ligue ou desligue as nossas reações emocionais, mas existe um mecanismo regulatório que é altamente importante saber usar: o botão que lhe dá a resposta à pergunta: “O que estou a sentir?”. Tomar consciência do que sente dá-lhe poder, porque lentamente começa a ter o controlo da emoção sem a reprimir.

  1. Aceite o que está a sentir

Quando reprimimos o que estamos a sentir, estamos a retrair-nos de viver e de experimentar o que precisamos de viver. Ao mesmo tempo, vamos colocando um tampão nas nossas emoções. E isto tanto pode acontecer conscientemente como inconscientemente. Contudo, essa repressão tem um preço. Quanto menos lidar com as suas emoções, mais sentirá ansiedade, depressão, problemas de sono, tensão muscular e dores, dificuldade em controlar o stress, etc. Uma boa saúde mental e emocional implica assumir o que sente com honestidade e encontrar o seu equilíbrio entre explosões emocionais e não ter nem mostrar quaisquer emoções.

  1. Escreva

Sabemos que a escrita nos liberta. Mesmo que mentalmente não faça sentido, deixar a caneta voar sem crítica nem julgamento é um excelente exercício para a mente e para as nossas emoções. Desta forma, consegue ir descobrindo os padrões de comportamento e quais os gatilhos que estão associados às suas emoções. Quanto mais escrever, mais vai aprofundando o próprio conhecimento e melhor conseguirá, no futuro, aprender a gerir as emoções.

  1. Seja compassivo consigo mesmo

Nem sempre este é um passo fácil. Sentimos as emoções a tomarem conta de nós e muitas vezes sentimo-nos envergonhados por sentirmos determinadas emoções, embaraçados por termos reações tão “primárias”. Lembre-se que todos somos humanos e que é normal sentir. O que é necessário é que se dê espaço e tempo para conhecer as emoções e processá-las de forma saudável. Se tem o hábito de reprimir as emoções, então é natural que leve algum tempo. Mas com a prática será capaz de distinguir o que sente e porquê. E isso dar-lhe-á poder!

  1. Antecipe situações gatilho

Quanto mais se conhecer e quanto mais próximo do seu mundo das emoções estiver, mais fácil será identificar as situações gatilho. Que situações o conduzem a explosões ou implosões emocionais? Trata-se de gatilhos, situações que, uma vez colocado nelas, reage de forma emocional que não o beneficia. Apenas lhe traz mal-estar e mais sofrimento.

Assim, quando conhecer os seus gatilhos (conversas com o superior hierárquico, receber cartas das finanças, intervir numa discussão entre dois entes queridos, etc.), terá tempo para antever essas situações e preparar-se. Esta preparação passa por aplicar duas estratégias infalíveis: respirar de forma abdominal para ativar o sistema nervoso parassimpático e ser assertivo em relação ao que deve dizer e quando. Ao ganhar alguma distância emocional em relação à questão em causa, sabe que controlará a sua resposta emocional, sem a suprimir ou negar.

  1. Medite

Sabemos que a Meditação é um ponto-chave no nosso controlo emocional. Meditar com regularidade ajuda-o a coabitar com as emoções, sem julgamento, sem forçar nada. Apenas com a habilidade de detetar e não sucumbir a essas mesmas emoções de que, por vezes, nos apetece tanto fugir. Meditar empodera, e é isso que procura!

 

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Maria Clara Marques | Facebook | Instagram | Site
Coach de Propósito de Vida e Poder Pessoal
Professora de Yoga e Mindfulness

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