A procura da Felicidade, o fundamento da nossa liberdade


Portrait of beautiful woman with green eye shadows and feather earring

Sermos responsáveis pelas nossas vidas é a competência mais importante para nos tornarmos adultos. Chega-se a um ponto em que nos apercebemos que não é culpa de ninguém se não estamos felizes. A culpa não é dos nossos pais, nem do parceiro, nem do patrão. O culpado não é o mundo exterior.

“Nós somos os únicos responsáveis pela nossa felicidade.”

Provavelmente, já ouviu isto e não concorda. No entanto, não abandone já a leitura deste editorial. O importante é aceitar as consequências quando a situação requer iniciativa. O conhecido psicólogo Maslow afirmava que quando temos necessidades muito básicas por resolver, não somos capazes, não temos disponibilidade, interesse ou motivação para nos preocuparmos com questões de outra natureza, bem mais importantes de ponto de vista social. No mundo agitado e atribulado em que vivemos, raramente temos tempo para refletir sobre o que nos pode verdadeiramente trazer mais clareza e preenchimento, e um maior sentido para as nossas vidas. Esquecemos que a única forma de viver feliz é aceitar que os problemas fazem parte da nossa caminhada e que a vida não nos dá garantias; as certezas têm de ser procuradas… em nós. Na teoria da motivação de Maslow as necessidades humanas estão organizadas e dispostas em cinco níveis: Básica, Segurança, Social, Autoestima, Autorrealização. Na base estão as necessidades mais básicas (fisiológicas: sede, fome, respirar, abrigo, liberdade, segurança) e no topo estão as necessidades mais elevadas (autorrealização, autoconhecimento). Resumindo a sua teoria, apenas quando uma necessidade for satisfeita é que o ser humano sentirá necessidade da próxima. Além da satisfação das necessidades básicas, poucos sabem o que é verdadeiramente importante para estarem bem. A forma como nos sentimos acerca de nós mesmos é algo que afeta de maneira decisiva todos os aspetos da nossa vida, no trabalho, no amor, no sexo e até o modo como atuamos enquanto pais, amigos, cidadãos, etc. No decorrer da nossa existência, é o nosso eu interior, a nossa alma, a nossa essência que determina tudo o que acontece connosco. Em vez de nos sentirmos vítimas do sofrimento, da crise ou do fracasso temos sempre a possibilidade – e até o dever para connosco próprios – de questionarmos o que podemos aprender com a situação que nos sirva no futuro.

Temos de aceitar a verdade básica da vida: tudo depende das nossas atitudes e determinações.

Está pronto para fazer o que tem de ser feito? O importante é dar o primeiro passo, continuar sempre em frente com determinação, fazer o seu papel o melhor que souber, sentir-se empenhado e motivado. Por outro lado, tem de saber abrir mão das coisas que o impedem de se sentir livre e bem consigo mesmo. Há muitas: um trabalho que o aborrece, um parceiro incómodo, um filho que tem de sair da casa, hábitos que o prendem, luxos aos quais não se permite. Aceitar, não julgar, relativizar e ser feliz são competências que podem ser aprendidas. Continue a ler esta revista e compreenda os fatores que despertam a sua motivação. 

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