Curar a carência maternal da nossa linhagem – Amor de mãe


A woman with a child walking on a tea plantation.

A relação mãe-filha é uma relação sagrada, uma ligação de almas que se escolheram para uma vivência de amor, mas que é tantas vezes uma caminhada difícil, conturbada e que pode terminar sem resolução da dor.

 

Curar esta relação com a nossa mãe e a nossa linhagem de antepassadas é também curar as mulheres da nossa sociedade e criar uma nova energia para as futuras gerações. Esta é a primeira ligação da nossa vida, desde o momento em que a primeira célula do nosso ser se multiplica dentro do ventre da mãe e se expande durante nove meses, sendo alimentada com os nutrientes que a mãe ingere, mas também com o amor e o carinho direcionados ao bebé, assim como tudo o que a progenitora pensa e sente em relação a quem a rodeia.
O bebé processa tudo de um modo muito pessoal, poi o seu universo está limitado ao ventre da mãe. Não há outra forma de conhecimento nessa fase. É só a mãe e ele, por isso pode assimilar que é profundamente amado ou que não é desejado, tal como os medos e as emoções da mãe. Aqui se formam as primeiras crenças e ferramentas para enfrentar a vida, que, por sua vez, vão consolidar-se com as memórias fundamentais após o nascimento e durante os primeiros sete anos da vida da criança.

O exemplo maternal
As crianças não nascem com manual de instruções. Quando nasce o primeiro filho, a mãe nasce também e com cada filho há uma parte dela que floresce e se trabalha com a personalidade e desafios que cada filho traz. Maioritariamente, as mães vão cuidar dos seus filhos condicionadas pelas próprias memórias da infância. Muitos dos nossos problemas de saúde não só na infância como na vida adulta estão relacionados com a carência de amor maternal na infância. Da mãe também recebemos a perspetiva da nossa relação com o corpo, a comida, os outros e o mundo. A mãe é a primeira que nos alimenta não só com a comida, mas também com o amor que transmite durante a amamentação e, posteriormente, nas refeições. Sabemos que a hora das refeições é, frequentemente, um autêntico campo de batalha que põe à prova os mais pacientes. A mãe está igualmente ligada à nossa abundância. Se não nos sentirmos abundantes emocionalmente na infância, sentir-nos-emos carentes na vida adulta e daí surgem muitos problemas nos relacionamentos a todos os níveis. Um exemplo: alguém que tenha tido uma mãe muito autoritária irá tornar-se uma mãe autoritária também ou o seu oposto, muito permissiva e insegura. Na realidade, são dois lados do medo: autoridade excessiva e insegurança.

Ausência de amor
A verdade é que a mãe não recebeu amor e carinho da sua mãe e assim foi o caminho das nossas antepassadas, fazendo o melhor que podiam com a escassez de amor e respeito de gerações e gerações. Se recuarmos na história podemos compreender facilmente que as relações familiares não eram baseadas em amor, mas sim em necessidades básicas de segurança. Durante séculos, nas famílias mais pobres, os filhos eram mão-de-obra para trabalhar nos campos e quando nascia algum filho deficiente era morto pelos próprios pais, pois não tinham condições para o criar, sendo ainda alvo de escárnio da sociedade da época. Então, o filho era visto como um sinal de maldição ou do diabo para aquela família ou resultante do pecado dos pais. Nas classes mais ricas, os filhos eram herdeiros do nome, da linhagem, dos bens e raramente criados pelas mães. Até os seus casamentos eram decididos desde a infância, consoante os interesses de momento fossem económicos ou políticos.
Claro que no século XXI, o comportamento geral não é assim, mas infelizmente ainda há muitas zonas do mundo que não evoluíram, causando danos profundos às crianças resultantes de séculos de crenças maléficas, como é o caso da mutilação genital feminina, dos casamentos infantis no Iémen com homens adultos, etc.

 

Trabalho de cura

Em geral, não podemos dar o que não temos. Por isso, uma mãe que não recebeu energia de vida e de amor da sua mãe, dificilmente o dará aos seus filhos. Hoje, temos ao nosso dispor ferramentas que nos permitem curar a dor das nossas antepassadas, pois as memórias familiares estão nos nossos genes. Eu trabalho esta cura através do Ho’oponopono (que ensino e que qualquer pessoa pode fazer sozinha, não precisando de nenhum terapeuta) com os meus pacientes através da Hipnoterapia com resultados maravilhosos. Quando uma mulher se cura, todas as mulheres se curam, pois curamos as nossas antepassadas, nós mesmas, as mulheres que nos rodeiam e as nossas descendentes ou projetos (para quem não tem filhos). A cura ancestral está nas nossas mãos e, assim, as nossas filhas podem viver uma vida plena de amor. Namasté!

 

 

Isabel Costa
Hipnoterapeuta
isacosta@netcabo.pt
915 244 747

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