20 de julho | Dia do Amigo: Como se liga o reiki com a amizade?


Group of young friends enjoying their day out near the lake

Como pode o reiki ajudar nos relacionamentos de amizade?

As duas linhagens de reiki com que trabalho – tradicional e jikiden – valorizam o impacto do tratamento de reiki a nível psicológico de formas diferentes. No reiki tradicional (também conhecido como ‘Ocidental’ para os praticantes de jikiden), o tratamento básico já incluí uma componente psicológica e espiritual.  Além disso, o auto-tratamento, ou auto-cura, é incentivado numa base diária, o que permite que a energia reiki despolete processos internos em cada praticante, tendentes a uma cura emocional e psicológica, logo a uma expansão de consciência a nível espiritual. Foi nesta linhagem que comecei e desde logo notei as enormes mudanças interiores que se davam em mim. Ainda hoje, as observo naqueles a quem faço tratamento ou em colegas praticantes.

Na linhagem ‘Jikiden’ – o método mais ortodoxo – o tratamento psicológico tem um lugar próprio, com uma técnica distinta que pode ser aplicada ao paciente ou pelo praticante a si mesmo. Na experiência que tenho, é uma técnica mais concentrada, mais focada no problema apresentado e, muitas vezes, com resultados mais rápidos. Além disso, a ênfase que é dada aos ‘Cinco Princípios’ – que devem ser recitados diariamente – constitui, só por si, um grande incentivo à higiene mental e à vigilância interior. Honro ambas as linhagens, porque sei que têm tesouros a partilhar connosco e operam milagres (entendendo-se por milagre uma alteração profunda de consciência). Só com esses milagres é possível a cura. Um desses milagres é, sem dúvida, o perdão.

 

O perdão

Falo-vos em perdão, porque sem ele é impossível haver cura. Sei que arrisco muito a dizer isto, mas corro esse risco, repetindo-o: é imprescindível perdoar para alcançar uma cura. Peço-vos, também, que entendam ‘cura’ no seu verdadeiro sentido, holístico e abrangente e não apenas como um desaparecimento ou encobrimento de sintomas. Isso não é cura, embora seja tido como tal por uma certa corrente da medicina alopática (tradicional).

Por esta altura podem pensar: «Mas o que tem isto a ver com amizade?». Sempre fui abençoada com a presença de pessoas fantásticas na minha vida. Chego mesmo a dizer-vos que todas as pessoas que tenho conhecido são fantásticas. Não é uma falta de humildade afirmá-lo: algumas destas pessoas são verdadeiros anjos, outras poderão ter personalidades de diabretes, mas vejo-as a todas como fantásticas porque cada uma delas – sem excepção – ensinaram-me grandes lições, o que constituí uma dádiva profunda.

 

Os relacionamentos exigem responsabilidade de ambas as partes

De entre todas as pessoas que tenho conhecido, há amigos que ainda mantenho e que prezo grandemente. São os meus companheiros de diversão, os meus interlocutores de longas conversas filosóficas, alguns familiares, ou os baluartes de apoio nos momentos difíceis. Cada um, à sua maneira, enche a minha vida de luz e cor.

Mas não era especificamente deles que vos queria falar, até porque todos nós conhecemos inúmeros textos, poemas, apresentações e dissertações sobre o seu valor.

Queria falar-vos daqueles que nos desiludiram e a quem nós desiludimos. E todos nós podemos encontrar exemplos destes nas nossas vidas. Não quero falar de ‘culpas’, porque os relacionamentos exigem responsabilidades de parte a parte e, como tal, acarretam erros de parte a parte.

 

Quero falar da mágoa que, às vezes, se apodera do nosso coração: mágoa pelo que nos fizeram e mágoa pelo que fizemos. Neste último caso, é-nos mais difícil aceitar que nos sentimos em falta, que sentimos culpa por ter agido deste modo ou por não ter agido daquela maneira. Muitas vezes, camuflamos o nosso sentimento de culpa, focando-nos nos erros dos outros como tentativa de justificar os nossos.

É nessa altura que precisamos de nos observar atentamente e de sermos verdadeiros connosco próprios. É uma das coisas mais difíceis que podemos fazer, porque o nosso ego vai tentar, vezes sem conta, convencer-nos da nossa infalibilidade e do ataque do nosso ‘inimigo’. É preciso termos a coragem de nos olharmos de frente, de olharmos sem medo a nossa ‘sombra’, tudo aquilo que preferíamos que não estivesse lá.

Quando o conseguimos fazer, damos o primeiro passo para a nossa cura. O passo seguinte é o perdão. Perdoarmo-nos por todas as nossas faltas, por todos os nossos erros, os nossos egoísmos, os nossos medos, as nossas cobardias… Perdoarmo-nos por termos desiludido aquele amigo, aquele irmão. (Só desiludimos – e somos desiludidos – por aqueles que amamos). Perdoarmo-nos, porque tomamos consciência de que a nossa personalidade não é perfeita. Perdoarmo-nos, porque tomamos consciência de que somos muito mais do que a personalidade que ostentamos no mundo.

Esse perdão a nós próprios traz, imediatamente, o perdão ao outro, fazendo nascer em nós mais tolerância e compreensão. Esse perdão é o que nos permite libertarmo-nos do fardo da nossa dor, aquela que se cristalizou sob a forma física de doença. Aceitámos e libertámos e assim esvaziámos a taça do nosso coração de todo o vinho velho e cheio de mofo, tornando-a limpa e cristalina para receber novo vinho, intenso e inebriante de vida.

 

Reiki e suas técnicas de auto-tratamento

A mim, o que me ajuda a encontrar esse perdão e a seguir em frente com gratidão e amor por todos os que conheci – e por mim mesma – é o reiki, nas suas técnicas de auto-tratamento, que me permitem trabalhar a minha sombra, compreendê-la e, eventualmente, transmutá-la. O reiki age como uma luz que ilumina os recantos mais escuros da minha alma e permite-me observá-los, compreender a sua razão de ser e libertar-me deles. É o trabalho de uma vida, um processo que se apresenta em experiências com diversas oitavas de conhecimento e compreensão. Mas, é o que me tem permitido viver de coração livre e aberto e sorriso nos lábios.

 

Patrícia Rosa-Mendes

Mestre de reiki no Espaço Sivana

www.ocaminhodesivana.blogspot.com

Mais artigos sobre o tema Reiki ou Amizade no nosso site.

 

Anterior 4 dicas práticas para o bem-estar interior e exterior
Seguinte Ansiedade? a solução pode estar na alimentação

Nenhum Comentário

Deixar um Comentário