Doenças inflamatórias do intestino: o que deve saber!


 “Não chegues atrasado ao diagnóstico” é o apelo que a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, em parceria com a Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino, Colite Ulcerosa, Doença de Crohn e a Associação Crohn Colite Portugal, faz à população ao lançar a campanha de sensibilização para as Doenças Inflamatórias do Intestino (DII).

As Doenças Inflamatórias do Intestino são doenças crónicas, sem cura, do tubo digestivo. As mais comuns são a doença de Crohn e a Colite Ulcerosa. Registam baixa mortalidade, mas elevada morbilidade e, por isso, têm um grande impacto na qualidade de vida, já que muitos doentes precisam de hospitalizações e cirurgias. São doenças mediadas pelo sistema imunitário, cuja incidência tem vindo a aumentar.

 

Em Portugal afetam cerca de 24 mil pessoas.

Esta iniciativa conjunta destina-se aos jovens entre os 20 e 35 anos, faixa etária em que a doença é mais diagnosticada, tendo, por isso, um elevado impacto a nível laboral, pessoal e social.

A causa destas doenças é ainda desconhecida, mas pensa-se que resulta de uma interação complexa entre predisposição genética, exposição a fatores ambientais e uma flora intestinal alterada, da qual resultam alterações inflamatórias crónicas no intestino.

Não existe nenhuma medida preventiva aprovada para as DII, mas promover um estilo de vida saudável e uma dieta equilibrada tem benefícios em todas as esferas da saúde.

 

Diagnóstico, sintomas e tratamento

O diagnóstico da DII implica a combinação de dados clínicos, laboratoriais, imagiológicos e a realização de uma colonoscopia com biopsias. Os sintomas mais comuns são diarreia crónica (que dura mais de um mês), dor abdominal, e perda de sangue pelo ânus. Pode também haver perda de peso, fadiga, atraso de crescimento (nas crianças), anemia, dores e inchaço nas articulações, entre outros.

Não existe cura para as DII. No entanto, existem várias opções para o tratamento, sendo frequentemente utilizados medicamentos imunossupressores e fármacos biológicos, ou seja, soluções que tentam combater o ciclo de inflamação que se perpetua nestes doentes. A cirurgia pode fazer parte dos tratamentos, em casos específicos.

 O objetivo do tratamento é devolver a qualidade de vida aos doentes e permitir que possam ter uma vida normal.

Assista ao filme desenvolvido pela Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia para divulgação desta campanha:

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