Educar para o feminino


Hoje em dia, observamos que cada vez mais mulheres procuram conhecer a filosofia do Sagrado Feminino e desejam resgatar o seu poder feminino. Será que a procura por esse conhecimento deve começar na adolescência?

Faz muito sentido que a curiosidade por este tema seja estimulada nessa fase do crescimento, uma vez que é na adolescência que as jovens começam a rejeitar o seu corpo. Começam a rejeitar os pelos, a pele oleosa ou com borbulhas, a barriga que fica mais inchada na fase anterior à menstruação, o sangue menstrual, a menstruação que lhes provoca dores menstruais.

Ou seja, iniciam a rejeição de uma parte de si mesmas. Rejeitam o que é ser mulher. Por isso, não é de estranhar que o mundo espelhe essa rejeição interna na forma de rejeição externa e que observemos a expressão dessa rejeição externa na forma de violência física e sexual. Mas na realidade, o primeiro momento de violência começa quando a mulher não trata o seu corpo com amor.

 

Promover uma educação diferente, ensinando as jovens:

— a celebrarem o aparecimento da menarca;

— a honrarem o seu sangue menstrual;

— a respeitarem os ciclos menstruais;

— a olharem para o seu corpo como um bonito templo sagrado, que está em permanente comunicação com a Mãe Terra e com a Lua.

 

Os templos são locais muito respeitados e onde é reverenciado o amor. Se as adolescentes aprenderem a amar e a respeitar verdadeiramente o seu corpo, passarão a receber apenas o mesmo do mundo externo.

O Sagrado Feminino também nos fala sobre a Deusa Mãe — a Terra — e sobre os arquétipos das diferentes Deusas. Poderá fazer mais sentido para as jovens conectarem-se à espiritualidade através da energia de uma Deusa, do que de um Deus.

Poderão, inclusive, sentir mais conforto e esperança se se ligarem a Deusas que representem o poder específico de que necessitam, isto porque nem sempre é fácil para o ser humano conectar-se à sua alma/ao seu ser espiritual/ao seu ser divino, apesar de existirem tantas evidências que demonstram que a nossa energia humana não termina onde acaba a pele. Por isso, muitas vezes torna-se mais simples estabelecer conexão com a energia dos Deuses, das Deusas, dos Anjos e dos Santos.

Ilustração da autora

Quando as mulheres se uniam

Outro valor que faz parte da filosofia do Sagrado Feminino é o valor da irmandade feminina. Hoje em dia, observamos um espírito de competição entre as jovens e as mulheres, o que conduz a um mundo de separação. No entanto, há muitos milénios, era habitual haver um espírito de irmandade feminina. Esse espírito era promovido através de encontros em tendas vermelhas. Estas tendas eram locais na natureza onde as mulheres se juntavam quando estavam menstruadas para descansar e para se conectarem mais com o divino. Nesses dias tinham oportunidade de olhar para as suas sombras e partilhar as suas angústias com o grupo. Destas experiências resultava um bonito espírito de irmandade.

Como podemos despertar a curiosidade das jovens pelo Sagrado Feminino?

Por exemplo, através da leitura de histórias que explorem as experiências e os valores falados anteriormente, através de músicas que evoquem a natureza feminina divina ou através de uma boa conversa.

Os rapazes não devem ficar de fora na educação para o feminino. Também devem ser incentivados a respeitar e a honrar o corpo da mulher. E a sua curiosidade por este tema pode ser estimulada através dos mesmos meios referidos anteriormente.

Educar para o feminino
A Bela não Adormecida

Alexandra Balugas | Instagram

Autora do livro juvenil “A Bela não Adormecida”

E-mail: abalugas@gmail.com

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