ENTREVISTA | Vera Luz, médium e parapsicóloga com 30 anos de experiência


Com 30 anos de experiência, Vera Luz tem contactado com milhares de histórias de vida, umas mais desafiantes que outras, mas todas muito especiais e únicas. A sua missão é, diz a médium e parapsicóloga, ajudar quem a procura a encontrar mais felicidade, bem-estar e equilíbrio.

Qual considera ser a sua missão enquanto médium e parapsicóloga? O que procura oferecer a quem a procura?

A minha missão nesta passagem que é a vida é apenas uma: a do crescimento espiritual. Logo, isso aplica-se a todas as áreas da minha vida, inclusivamente à profissional. Procuro ver o que mais ninguém vê, porque sinto e sei que, para ver o que os outros não veem, tenho de me desprogramar mentalmente de todos os programas que me foram incutidos, e isso dá uma trabalheira enorme. Enquanto médium e parapsicóloga, tento analisar/estudar/praticar com o coração puro de uma criança, com a mente de uma anciã e a alma de uma curandeira. Procuro oferecer a quem vem até mim o mesmo que tento oferecer a mim própria: o excelente! Eu quero para os outros aquilo que quero para mim.

 

Certamente que já se cruzou com diferentes problemas ao longo de quase 30 anos de experiência. Quais as situações que mais levam as pessoas a procurar as suas consultas?

Efetivamente, já me cruzei com um manancial riquíssimo de histórias, emoções, vidas. Não lhes chamaria “problemas”, mas sim desafios. Já contactei com milhares de histórias nos mais diversos âmbitos, desde questões existenciais, fenómenos paranormais, problemas de saúde, dilemas amorosos, orientações financeiras, fobias, problemas de ansiedade, dificuldades em engravidar…

 

Que balanço pode fazer destes 30 anos de profissão?

Liminarmente, posso afirmar que nasci para isto. É uma paixão, um amor e um desafio constante. É uma expansão de consciência permanente e diária, pois cresço através das minhas experiências, mas também com as experiências dos outros. Alguém me deu a oportunidade de fazer o incomum, de buscar a felicidade na autenticidade e sou muito grata por isso.

 

Para além de dar consultas, procura ajudar quem a procura através dos produtos das Ervanárias Vera Luz. Que produtos tem nas suas Ervanárias que funcionam como um aliado para mais bem-estar, energia, autoestima, noites tranquilas, e muitas outras necessidades/problemas?

Gosto de trabalhar de forma holística e integrativa, sem me limitar apenas a uma área para a cura. Por isso, também recorro ao mundo maravilhoso das plantas medicinais. Sou conhecida por ser Coach espiritual e parapsicóloga. Todavia, tenho formação noutras áreas, designadamente a Naturopatia e adoro trabalhar com plantas, daí as ervanárias. Para além dos produtos fitoterapêuticos que disponibilizamos aos pacientes, sou responsável por uma equipa de terapeutas multidisciplinar das mais diversas áreas, o que completa harmoniosamente a minha casa de cura e amor.

 

Qual a grande mensagem transmitida pelo seu livro Do Outro Mundo?

O caos é necessário para a ordem e dificilmente alguém se torna forte sem uma desconstrução. Ninguém constrói alicerces sem criar as bases mais sólidas, assim como precisamos de morrer várias vezes na mesma vida para podermos renascer as vezes que forem necessárias, por forma a tornarmo-nos mais fortes e conscientes. Recomendo o meu livro Do outro mundo a todos, no geral, mas em particular a quem se sente só, desamparado e que está, neste momento, a passar por um período difícil. O livro, além de uma autobiografia, conta também com vários casos clínicos reais, orações, entre outras passagens marcantes, cuja leitura nos ajuda a compreender e a interpretar melhor este mundo e modus vivendi.

“Procuro oferecer a quem vem até mim o mesmo que tento oferecer a mim própria: o excelente!”

Será importante convencer os mais céticos de que o paranormal e a intuição são reais, ou será mais benéfico convidá-los a experienciar a existência do paranormal e da intuição?

Nem uma coisa, nem outra. Na realidade, eu não estou cá para convencer ninguém do que quer que seja, pois considero isso altamente castrador e não é isso que pretendo. Cada alma tem uma agenda própria. Cada pessoa tem o seu tempo e o direito de acreditar naquilo que lhes é mais útil.

 

Quando nos abrimos à existência de coisas que não compreendemos ou que são invisíveis aos nossos olhos terrenos, será que a vida se torna mais harmoniosa, equilibrada e leve?

Na realidade, nunca iremos compreender a maioria das coisas que realmente importam. Será muito pretensioso pensar o contrário, quando os nossos olhos terrenos só conseguem alcançar uma parte muito escassa de tudo aquilo que existe à nossa volta. Somos seres muito limitados e, por isso, continuamos com guerras, fome ou mortes inúteis após milhões de anos de existência.

Parafraseando Antoine Saint Exupery: “O essencial é invisível aos olhos”.  Efetivamente, o tempo ensina e, de facto, a sabedoria singular do tempo diz que tantas vezes o conforto para a nossa alma passa por algo que às vezes é invisível, que não se compra, que não é material. Julgo que nesse aspeto estaremos todos de acordo, e porquê? Porque estamos aqui para expressar o divino na matéria e para sermos a nossa essência, e não para continuarmos a ser o que já não somos só para agradarmos aos outros. Isso é da velha energia, já não se enquadra nesta nova era.

Vera Luz Santos

Vera Luz Santos | ervanariasverasantos@gmail.com | Instagram | +351 916 935 080 | 220 982 443

Entrevista originalmente publicada na revista Zen Energy de Abril, nº 147.
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