Família: A Escola de Amor – 4 tipos de amor


Muitas vezes dizemos que não escolhemos a família e vemo-la como um obstáculo na vida, um poço de desafios e desentendimentos, mas na verdade é a nossa grande Escola de Amor.

Idealmente, a família seria o nosso porto seguro, onde podemos abraçar-nos uns aos outros, confiar e saber que aquelas pessoas nos amam incondicionalmente. Infelizmente, ao longo da história, não encontramos padrões de famílias de verdadeiro amor. Durante muitos séculos, a necessidade de criar uma família era a sobrevivência, criar filhos que pudessem ser mão de obra no campo ou noutros níveis, interesses políticos, económicos, linhagem real, etc. Em pleno século XXI, essas razões ainda existem, mas o nível de consciência de criar famílias com amor é muito mais elevado e cada vez mais comum, apesar de ainda nos depararmos com graus de violência doméstica, abusos sexuais e maus-tratos, sobretudo às crianças e às mulheres de uma forma que já não deveria existir.

 

Os 4 tipos de amor

Neste artigo vou focar-me no aspeto positivo, o que podemos aprender na família. Temos quatro tipos de amor: conjugal, paternal, filial e fraternal.

 

1. No amor conjugal, homem e mulher podem experimentar uma dimensão única de amor, tendo a oportunidade de serem co-criadores da vida e da sua linhagem. Se desenvolverem fidelidade absoluta, amor, respeito, companheirismo, cumplicidade, transparência vão tornar-se os pais cujos filhos vão querer seguir esse exemplo. Os orgãos sexuais de cada um são o seu palácio sagrado através dos quais a vida, o amor e a linhagem são gerados.

 

2. No amor paternal, o pai e a mãe também vão nascer com o primeiro sopro do seu bebé e poder dar a esse pequeno ser o seu amor incondicional, defendendo-o com a sua própria vida se for preciso. Um amor a toda a prova pelo bem dos filhos. Aqui começa um grande desafio. Por vezes, dizemos que os filhos deveriam nascer com um manual de instruções, mas de facto eles vêm com o manual, só que é dos seus próprios pais, do modo como eles vivenciaram a sua infância e o seu relacionamento com os pais deles. Temos uma expressão que diz que “a educação de uma criança começa 20 anos antes dela nascer” e reflete exatamente isto. As memórias não resolvidas dos pais são ativadas pelos seus filhos e, por vezes, tomam consciência que estão a fazer o que criticaram nos seus pais.

 

3. Depois temos o amor filial, sendo que no Ocidente não se lhe dá muito valor ou cada vez menos. Este amor significa honrar e reverenciar os pais que nos deram a vida, o seu corpo, o seu sacrifício, tudo para que os filhos pudessem ter o melhor possível. No Oriente, este amor é muito valorizado, não apenas como obediência cega mas com este sentimento de honrar os pais e os antepassados. Em Portugal, há um ditado popular que diz “filho és, pai serás, como fizeres, assim acharás” de uma forma profética que pode tomar uma conotação positiva ou negativa, conforme quem a profere e o seu objetivo.

 

4. E, por fim, o amor fraternal em que podemos aprender o apoio e a confiança entre irmãos. No caso de filhos únicos podem desenvolver este tipo de amor com primos ou amigos.

A atração do verdadeiro amor coloca todas as coisas boas do Universo aos nossos pés.

O amor existe em todas as coisas, em todo o lado…

A família é a Escola onde deveríamos aprender o Verdadeiro Amor, que significa um amor de serviço a todos, que traz a paz e está na raiz da felicidade. O verdadeiro amor dá, esquece que deu e continua a dar sem cessar. Dá com alegria. Encontramo-lo no coração de uma mãe que embala o seu bebé, amamentando-o com todo o seu amor.

A atração do verdadeiro amor coloca todas as coisas boas do Universo aos nossos pés. Estamos aqui para amar e ser amados sem egoísmo, sem condições e é na família que podemos aprender e praticar este modelo que pode assim expandir-se para a sociedade e tornamo-nos uma grande família humana.

Nós somos co-criadores da Vida, do Amor e da Linhagem. Está ao nosso alcance escolher a qualidade deste amor e desta vida pela consciência de quem somos e do mundo que queremos ver e deixar para as futuras gerações. E isso começa com cada um de nós.

Namastê.

 

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Artigo originalmente publicado na revista Zen Energy Julho, nº150.
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