Liberte-se – A energia do medo


Sun rays through autumn trees. Natural autumn landscape in the forest. Autumn forest and sun as a background. Nature at the autumn time

Vivemos tempos de incerteza e isso traz consigo o medo. Há vários medos presentes na nossa vida: o medo do incerto, da mudança, da morte, do sofrimento. Podia continuar e provavelmente algum leitor iria lembrar-se de muitos mais.

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O medo pode ser paralisante e pode mesmo forçar-nos a ficar demasiado tempo na sua energia de estagnação, até que acaba por se tornar algo tão familiar que já nem nos apercebemos de que estamos “presos”! E é para este ponto que quero chamar a sua atenção.

Se as decisões que tomamos na nossa vida forem tomadas dentro desta energia de estagnação, a nossa vida vai manter-se também ela estagnada. Surgem-nos pensamentos como: “Se eu até mudei isto, porque é que a minha vida continua na mesma?”. Isto acontece porque a energia que usámos para mudar algo não foi uma energia de movimento e fluidez.

O medo também nos ajuda em algumas situações. Alerta-nos diariamente, por exemplo, quando atravessamos uma estrada para não sermos atropelados ou quando nos aventuramos no desconhecido. Não é apenas uma coisa má. Para todas as situações há pelo menos dois lados e o medo também tem esses dois lados.

 

Enfrentar e vencer os medos

 

Existem muitas teorias que nos dizem para libertar o medo, para deixar ir, para não o reconhecer como parte de nós. Pessoalmente, não concordo com isso. Passo a explicar. Quando fazemos isso, é como se estivéssemos a esconder o lixo debaixo do tapete. Vai chegar uma altura em que o tapete vai ficar tão elevado que vamos tropeçar nele e cair. O mesmo acontece com os nossos medos. Não devemos deixá-los ir. Devemos enfrentá-los. Ao fazermos isso, eles desaparecem e deixam de ter a sua força, pois desta forma conseguimos resolver o que nos assusta tanto. Quando enfrentamos os nossos medos, eles perdem a sua força e acabam por sair da nossa vida.

Partilho um exemplo meu, concreto, para ilustrar o que estou a dizer. Eu tinha pavor de conduzir no IP4. Sempre que tinha de fazer aquele trajeto, tremia e tinha medo de que algo menos bom fosse acontecer, mas decidi que ia enfrentar esse medo e já há quase seis anos que faço esse trajeto pelo menos uma vez por mês. Sabe o que aconteceu? Comecei a confiar mais em mim, na minha leitura do meio circundante e com todas as precauções inerentes à condução, o medo desapareceu. Continuo a ter imenso cuidado a conduzir nessa estrada, mas agora já sem medo. As respostas a tudo o que precisamos de saber estão dentro de nós e, por vezes, só precisamos de acreditar na nossa força interior e capacidade de ultrapassar os momentos mais difíceis. Nesta fase que todos estamos a viver, o medo é mais sobre “será que vou apanhar o vírus?”, “Será que se apanhar o vírus, vou para o hospital?”, “Será que indo para o hospital vou morrer?” e outros medos semelhantes. Tudo isto são medos naturais, mas não precisamos ter assim tanto medo. Podemos e devemos ser mais proativos e trabalhar mais a prevenção.

 

Não caia no negativismo

 

O que vamos materializar na nossa vida é precisamente aquilo a que dermos mais atenção, ou seja, aquilo a que dermos força e onde está o nosso foco. É óbvio que isto só não chega, nem é o suficiente para resolver tudo, mas garanto que ajuda bastante. Se tudo é energia e se a nossa energia vai atrair energia igual, o que acha que vai acontecer se o seu foco e atenção estiverem só nas coisas mais negativas? Obviamente a atração de negativismo. Por isso, o meu conselho é cuidarmos de nós, da nossa alimentação, das nossas defesas naturais e assim posso garantir que o medo irá diminuir substancialmente. Pode não desaparecer, mas vai diminuir de forma significativa. Podemos utilizar técnicas de Meditação, mais focadas na respiração, nutrir bem o corpo físico e reforçar as nossas defesas naturais.

Durante este tempo de confinamento, todos nós, de alguma forma, tivemos de nos adaptar à nova realidade e, como isso trouxe mudança e algo novo, os medos vieram à superfície. Mas, bem aproveitado, este tempo pode trazer reais benefícios para o futuro. Sei que neste momento ainda pode haver muita incerteza, mas o ser humano não é senão resiliente e eu acredito que vai sair reforçado desta experiência. Esta situação levou-nos a ter de olhar para várias coisas menos agradáveis, principalmente olhar para a morte, pois estava e ainda está (numa escala mais pequena) bem na nossa frente. Isto leva-nos a pensar na nossa própria morte e isso ainda é um assunto de que pouco se fala. É quase um assunto tabu, mas é tão importante quanto viver. Talvez, só talvez, esta experiência transforme o ser humano para uma vivência diferente da que tínhamos antes disto começar. Vamos pelo menos fazer algo diferente, nem que seja apenas por aqueles que regressaram a casa e já não podem mais estar entre nós fisicamente.

Sara Neves de Sousa
Professora Mestre de Reiki Angélico
sara.nsousa@reikiangelico.pt
+351 933 474 232
http://www.reikiangelico.pt

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