Mais saúde com yoga e alimentação – Nutrir o corpo e a mente


Mother cooking school lunch box set, Preparing healthy snacks - cheese sandwich with cucumber, carrot. nuts, fruits and vegetable in box.

Não há amor maior que o de mãe! Queremos e fazemos tudo pelos nossos filhos. Tentamos dar-lhes condições materiais suficientes para o seu dia a dia, uma escola onde possam ser felizes e com bom aproveitamento escolar, escolhemos os seus tempos livres e esforçamo-nos para lhes dar uma alimentação saudável.

Eu não sou exceção! Também sou mãe (e muito galinha!) de dois rapazes, com 4 e 10 anos. Confesso que fugir aos tão tradicionais doces, cheios de açúcar, corantes, glúten e com prazos de validade a terminar no Natal nem sempre é fácil e possível. Tantas vezes repensei acerca desta realidade, ao ponto de ter optado, há uns anos, por pôr o meu filho mais velho numa escola vegetariana e de educação waldforf (a pedagogia procura integrar de maneira holística o desenvolvimento físico, espiritual, inteletual e artístico dos alunos).

Apesar de, neste momento, já estarem os dois numa escola religiosa, e dita tradicional, sinto que há hábitos que ficam para sempre. Tofu, tempeh, beterraba, bulgur, gomásio são, para eles, vocabulário comum e todos em casa, ainda que de vez em quando tenhamos carne e peixe à refeição, optamos maioritariamente por muitos legumes e alternativas vegetais à carne.

Apesar de jogarem futebol e fazerem ginástica, a minha necessidade enquanto mãe e educadora há uns anos, fez-me optar por fugir à realidade profissional das multinacionais com todo o stress e competição associadas, para realizar uma formação de professores de yoga para crianças e aliá-lo ao meu anterior hobby: a astrologia e, assim, profissionalmente, optar por dar aulas e consultas, não só aos meus filhos como a todos os que me procuram.

Tudo isto para lhe dizer que a minha escolha é clara! Ajudar os meus filhos e todas as crianças e pais a repensar as suas escolhas!

 

Escute o seu corpo!

O yoga e a alimentação potenciam o bem-estar geral para todos os adultos e crianças sem exceção! E quando me refiro ao yoga, não me refiro apenas à prática de posturas (asanas), refiro-me a um modo diferente de pensar, de se alimentar e até de se relacionar com o outro (e consigo próprio!)

Em cada aula com as crianças trabalhamos não só o nosso corpo, aprendendo a respeitar os nossos limites, mas refletimos também acerca da nossa conduta moral, dos alimentos que ingerimos, das roupas que vestimos. Tomamos contacto com a nossa respiração e com o nosso coração… partilhamos o que sentimos e todos os nossos sonhos… Que outra atividade extracurricular possibilita tal encontro?

Cada vez mais, e apesar das notícias alarmantes de doenças graves à nossa volta, o açúcar, o sal, os alimentos processados continuam a ser uma constante à nossa volta. O nosso foco precisa de ser mudado, de modo a que consigamos dizer não a tantas ofertas cheias de falso sabor e cor.

E se somos efetivamente o que comemos, que tal, pelo menos, fazermos a nossa parte no combate a tantas ameaças? Apesar de ainda assim estarmos sujeitos, sabemos que a nossa parte foi cumprida tanto quanto conseguimos, bem como os nossos filhos.

Tudo o que nos, literalmente, alimenta, também alimenta o nosso modo de estar na vida! Então, escute o que o seu corpo tem para lhe dizer! Como está o seu nível de energia e que escolhas faz para que esta aumente?

 

Os 3 tipos de alimentos na ayurveda

A ayurveda, frequentemente referida como a ciência da vida, medicina e sistema de tratamento desenvolvido na Índia, há mais de 5 mil anos, refere 3 tipos de alimentos:

  • Sattvicos: são todos aqueles que purificam o corpo e acalmam a mente. São naturalmente vitalizantes e energéticos, como por exemplo, a fruta, legumes e verduras frescas.
  • Rajásticos: são todos os alimentos que estimulam o corpo e a mente para poderem entrar em ação e que quando em excesso causam hiperatividade, insónia, agitação e stress. Exemplo disso são os sabores picantes, cebola, alho, café e chá.
  • Tamásicos: são todos os alimentos que enfraquecem a mente, baixam o nível de energia do corpo, trazem confusão e conduzem a um estado de inércia e letargia por serem mais difíceis de digerir ou por conterem toxinas. Estão, por isso, incluídos na categoria dos chamados alimentos desvitalizantes. Exemplo são todos os produtos processados, doces de açúcar refinado, álcool, carnes vermelhas.

 

Aposte em alimentos sattvicos, incluindo-os com mais frequência nas suas refeições. Opte por alimentos de fácil digestão, nutritivos e que reduzem a produção de ama (toxinas) que leva tantas vezes à fadiga crónica. Escolha, sempre que possível, alimentos biológicos e o mais naturais possíveis.

 

Faça escolhas saudáveis!

Digo muitas vezes aos meus filhos, o nosso corpo não pode ser um caixote de lixo. Devemos, em consciência, fazer escolhas. Confesso que ainda sou muito gulosa, mas tanto quanto possível, faço escolhas saudáveis e com alternativas ‘gulosas’ mas muito mais saudáveis.

O corpo é a morada da alma e como Omraam Mikhael Aivanhov (filósofo) referiu «Comer é aprender a desapegar a matéria e a repartir a energia assim extraída por todos os órgãos», então, cuide verdadeiramente de si e dos seus. Não lhe digo para aderir a ‘dietas da moda’, mas sim, para, em consciência, abdicar ou reduzir tudo aquilo que os nossos avós e bisavós, hoje em dia, não conseguiram pronunciar ou fazer em casa. Torne as suas refeições mágicas e repletas de amor e saúde. Facilmente se ganham novos hábitos e novos paladares. Corpo, mente e espírito precisam de ser corretamente alimentados. Alimentos, pensamentos, decisões contribuem para ser quem escolhe ser. A alimentação garante-lhe parte da sua energia, mas a alegria de viver também! Alimente-se de boas ideias, de otimismo e de criatividade.

Um corpo saudável necessita da companhia de uma mente que o alimente positivamente! Procure a motivação para a sua alma a cada despertar. Torne-se naquilo que quer ser, física e psicologicamente. Acredite. Os obstáculos são testes para a reconstrução da nossa estrutura.

E não se esqueça, o objetivo da vida não é simplesmente viver, mas aprender a fazer escolhas e aprender o verdadeiro significado desta passagem.

 

Por Alexandra Pinto Guedes
alexapintoguedes@gmail.com
Astróloga, professora de meditação para adultos e yoga para crianças
alexaguedes@soulcascais.pt

 

Anterior Dia mundial da Atividade Física: Melhore a sua saúde!
Seguinte 7 de abril: Dia mundial da Saúde - O que é a saúde?

Nenhum Comentário

Deixar um Comentário