Como o Yoga transformou a minha alimentação… – Corpo purificado


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O meu caminho de consciência, desenvolvimento e conexão comigo mesma começou com a descoberta do Yoga. Comecei por praticar Yoga de forma entusiasta, cerca de duas a três vezes por semana entre 1h30 a 2h. Era, e ainda é, intenso.

Esta foi a minha “versão turística” do Yoga. Quando digo “versão turística” refiro-me à prática física, pois apenas praticava asanas (posturas físicas). Queria evoluir no tapete, porque percebi que este era apenas um dos oito pilares do Yoga. Gradualmente, compreendi que para fazer determinadas posturas não podia comer um bife com batatas fritas ou fazer determinadas combinações alimentares. Cedo senti que havia alimentos que me davam energia e outros que me intoxicavam. Assim, dei início a uma mudança de alimentação.

Aceitar o que a Natureza nos dá

Com o Yoga comecei a sentir necessidade de me preocupar mais com o corpo. Adotei outro tipo de alimentação e retirei alimentos que me roubavam energia. Com esta limpeza senti uma maior clareza, desde a forma como são produzidos os alimentos, onde e por quem, preocupando-me cada vez mais com o meio ambiente. A combinação entre Yoga e alimentação constituiu o primeiro passo para um processo de limpeza do corpo. Foi o meu despertar espiritual.

O passo seguinte assentou no estudo sobre alimentação. Consultei um nutricionista para me ajudar a fazer uma alimentação mais clean, livre de químicos, sem processados, com alguma proteína animal, ainda que em menor quantidade. No fundo, o que eu desejava era uma dieta plant-based.

Atualmente, consumo essencialmente produtos biológicos, fruta e legumes, obrigatoriamente a todas as refeições e confeciono maioritariamente as minhas refeições. Num dos módulos do curso de Health Coach, uma das oradoras, a Dra. Christiane Northrup, defende que comer alimentos biológicos está para os adultos, como o leite materno está para os bebés. Se a nossa mãe nos nutre de uma forma saudável, por que não continuar a crescer saudável com aquilo que a mãe natureza nos oferece?

Boa energia no prato

O Yoga ajudou-me a olhar para a alimentação de outra forma e fez com que começasse a querer cozinhar aquilo que como. Cozinhar em casa faz sentido, porque sei os ingredientes que coloco nas minhas receitas e qual a sua origem. O melhor tempero de todos está presente quando coloco o amor e a energia nos meus cozinhados. Sei que estou a nutrir o meu corpo e os que me rodeiam. Este poderoso ingrediente não está à venda nas lojas healthy, nem gourmet. É grátis e, acredite, faz toda a diferença.

A energia que colocamos na confeção da nossa comida reflete-se no prato.

Adotar uma alimentação mais saudável permitiu-me purificar o meu corpo. Comecei a sentir mais foco, a ter uma maior clareza de pensamento, a ser mais proativa, a ter uma maior preocupação em ser feliz, em encontrar o meu propósito e contribuir para a felicidade dos outros. Com tudo isto, alcancei posturas de Yoga mais avançadas, já que o meu corpo ficou mais alcalinizado, energizado e com mais vitalidade.

O que mudou em termos práticos?

 Cozinhar no próprio dia as minhas papas de aveia (muitas vezes, fazia-as à noite);

  • Deixei de beber leite de origem animal;
  • Comecei a preparar batidos ao pequeno-almoço (70% folhas verdes, restantes 30% de fruta e alguns superalimentos);
  • Troquei a manteiga “normal” por manteiga ghee (manteiga clarificada), que é ótima para hidratar as articulações e órgãos internos;
  • Passei a introduzir folhas verdes ao almoço e ao jantar;
  • Descobri os hidratos de carbono integrais;
  • Introduzi a prática de jejum de 12h para limpar o corpo renovar as células.

Dicas para melhorar a qualidade nutricional da sua alimentação:

  • Composição do prato “ideal”: folhas verdes, cereais integrais, proteína e fruta;
  • Beber muita água – multiplicar o peso por 30 para encontrar a quantidade de que o seu corpo necessita (por exemplo 65 kg x 30 = 1950 ml, ou seja, 2l de água);
  • Beber água morna com gotas de limão em jejum;
  • Adicionar probióticos para garantir que o intestino tem bactérias boas;
  • Juntar germinados;
  • Acrescentar gorduras “boas”, como o azeite, óleo de coco e ghee.

 Regras de ouro

 Perceber que aquilo que é bom para mim, pode ser veneno para outra pessoa.

  • Às refeições, prestar atenção plena ao que estamos a comer – Mindful Eating.
  • Mastigar bem e saborear os alimentos, tentando descobrir os ingredientes.
  • Respeitar a nossa bio-individualidade, porque todos somos seres especiais.

Susana Mota - o Yoga e alimentação

Susana Mota
www.yoganacidade.pt
Instagram: @yoganacidade

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