Os efeitos do stress emocional – Corpo esgotado


Young woman in wheat field at sunset

O stress é inimigo da liberdade emocional. Não podemos dar-nos ao luxo de nos rendermos a ele ou de ignorarmos o esgotamento biológico a que conduz.

 

Efeitos a curto prazo

O cérebro processa emoções. Quando sente uma potencial ameaça – como por exemplo o ruído dos travões de um carro ou o rosto vermelho de raiva do seu chefe – prepara o corpo para se proteger, o que faz parte de um instinto primitivo de preservação da vida.

A amígdala, o centro emocional do cérebro, entra em alerta máximo e desencadeia uma reação de luta ou fuga. Isto estimula as glândulas suprarrenais (situadas por cima dos rins) a produzir cortisol e a adrenalina, as hormonas do stress. Num piscar de olhos vê-se transformado numa versão hiperatenta e hiperenérgica de si próprio: as pupilas dilatam-se e a pressão arterial, a frequência cardíaca, a glicemia e a tensão muscular aumentam. O perigo iminente faz com que o seu organismo se torne extremamente reativo e entre em modo de sobrevivência, com energia e concentração acrescidas.

 

Efeitos a longo prazo

A capacidade de adaptação do seu corpo a ameaças súbitas é brilhante, mas o stress emocional crónico vai deteriorando o organismo, tornando inevitável que o seu eu sobre-humano fique esgotado. Apesar de estas hormonas do stress o terem preparado para reagir com grande eficiência a uma ameaça física – fugir de um assaltante, correr par ao meio da estrada para salvar uma criança de ser atropelada -, na maioria dos casos os químicos do stress que nos inundam o sistema são uma resposta exagerada a dificuldades atuais que não têm que ver com a sobrevivência física.

No entanto, o seu corpo não sabe disso e por isso comporta-se como se enfrentasse uma crise permanente. Contrai-se e protege-se para tentar sobreviver a cada dia. O stress emocional tem origem no exterior – mas também na pressão a que se submete mentalmente. As hormonas do stress de que necessita para situações de emergência tornam-se, neste caso, assassinas silenciosas que vão minando o seu sistema imunitário através da preocupação, da raiva e do medo.

Desta forma, torna-se uma vítima fácil para a hipertensão, as doenças cardíacas, alguns tipos de cancro e a depressão. Além disso, estes químicos inflamatórios podem contribuir para situações bastante desagradáveis como erupções cutâneas, úlceras e síndrome do cólon irritável. Está provado que a combustão lenta do stress nos faz envelhecer mais rapidamente, conduzindo a uma morte prematura e a uma vida infeliz e pouco saudável.

 

Liberdade Emocional - stress emocional

Orloff, Dra. Judith (2010) Liberdade emocional. Lisboa: Pergaminho

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