Para começar o Ano Novo – Decisões futuras


Young couple with wine sitting outdoors, weekend away in container house in countryside.

Cada vez que se aproxima um novo ano, deixamos de lado a rotina apressada. É uma época de transição, de descanso e de sonho. É um momento adequado para avaliar o passado e fazer planos em relação às próximas etapas.   

 

Começa um novo ciclo: o tempo futuro é uma página em branco, mas o passado está vivo e velhas cenas ressurgem diante de nós. É possível que situações antigas se desfaçam no ar, à medida que despertamos para as novas possibilidades. O potencial inesgotável da vida abre-nos um horizonte renovado. Temos uma perceção aguda de que o tempo passa. A vida individual não é eterna. É melhor aproveitar as oportunidades, enquanto elas estão diante de nós.

Cada momento é único e cada potencial desperdiçado tem um preço a pagar no futuro. Carpe diem, diz o ditado clássico: “Aproveita o dia de hoje”. E não se trata de um convite ao prazer de curto prazo. É um lembrete de que mais adiante prestaremos contas à nossa alma imortal, sobre cada instante desperdiçado.

Surgem, então, perguntas nem sempre cómodas. O que fizemos de mais importante na nossa vida até hoje? Quais são os erros que não queremos cometer de novo? O que pretendemos realizar de positivo no futuro? As nossas metas pessoais são claras e realistas? O que estamos dispostos a sacrificar, de facto, para as alcançar? Fazemos planos. Listamos uma série de ações capazes de aumentar radicalmente a qualidade de vida. Entre elas:

  • Estar mais atentos a cada instante;
  • Abandonar hábitos negativos;
  • Cuidar melhor da saúde;
  • Dedicar mais tempo à filosofia esotérica;
  • Gastar menos recursos materiais;
  • Preservar a energia vital;
  • Melhorar os relacionamentos pessoais;
  • Abandonar atividades que parecem urgentes, mas não são importantes;
  • Priorizar atividades que são importantes para nós, embora não pareçam urgentes;
  • Agir com altruísmo, o que nos aproxima mais da nossa própria alma imortal.

 

O passo seguinte é evitar que essas promessas caiam na fossa comum do esquecimento. Será útil avaliar cuidadosamente as nossas forças. Talvez possamos remar contra a corrente, vencendo a preguiça e outros desafios. Mas há o perigo de seguirmos o caminho mais fácil, abandonando as nobres decisões de um momento inspirado e sendo arrastados águas abaixo pela força da rotina.

 

Concretizar promessas

O primeiro passo é reconhecer que o propósito da vida é produzir autoaperfeiçoamento, criatividade e paz interior. O segundo passo é escolher metas bem definidas que dependam de si. Não tome a decisão de que as outras pessoas serão simpáticas consigo, mas resolva que, da sua parte, será amável com elas. Não decida que o seu chefe deve dar-lhe um aumento, mas tome a decisão de trabalhar com mais afinco e aproveitar melhor as oportunidades profissionais. A grande fonte de infelicidade, no plano psicológico, está no hábito de gastar energias a reagir contra o que não pode ser alterado ou manipular artificialmente aquilo que não está ao nosso alcance e que não podemos controlar de modo natural. Com isso perdemos a oportunidade de fazer o que só depende de nós.

Ao definir metas pessoais para o próximo ano, devemos também ter em conta os diversos aspetos da nossa personalidade. O ser humano é um todo complexo. Somos frequentemente contraditórios. Haverá em nós centros emocionais capazes de promover um “boicote inconsciente” contra as novas decisões? De que modo venceremos a preguiça e o apego à rotina? Como enfrentaremos o desafio da coerência?

O avanço deve ser firme. Evite tomar decisões tão radicais que contrariem o bom senso ou que não consiga manter. É melhor tomar resoluções que possa colocar em prática desde o primeiro momento, mesmo em pequena escala. “Devagar se vai ao longe”, diz um antigo ditado popular.

 

Pequenos passos viabilizam a caminhada e, com o tempo, produzirão oportunidades para que passos maiores sejam tomados. As transformações graduais são mais fáceis de administrar.

É oportuno criar práticas diárias simples e viáveis, que reforcem as decisões tomadas. Veja alguns instrumentos utilizados por diferentes pessoas, conforme o seu temperamento e inclinação individual:

 

  • Refletir ou meditar diariamente sobre o processo de autoaperfeiçoamento;
  • Desfrutar, ao longo do dia, de alguns momentos de silêncio e recolhimento mental;
  • Manter um caderno de anotações onde regista as principais lições da caminhada;
  • Reafirmar mentalmente o seu propósito de vida, ao acordar e antes de adormecer.

 

 

Qual é o segredo para cumprir as promessas de Ano Novo?

Devemos definir com clareza e reexaminar regularmente as nossas metas para o futuro a curto e a longo prazo. Devemos trabalhar com calma e criatividade em função delas. Devemos recordar que a existência de obstáculos é indispensável para a aprendizagem. Ao enfrentar e vencer os desafios, começamos a conhecer, gradualmente, o segredo do êxito na arte de plantar bom carma.

A chave do segredo para a filosofia oriental está na combinação correta dos significados profundos de cinco palavras: altruísmo; perseverança; autoestima; autoconhecimento e autocontrolo.

 

Carlos Cardoso Aveline
Autor e editor dos websites:
www.filosofiaesoterica.com
www.carloscardosoaveline.com

 

Artigo saiu na Zen Energy 155

Anterior Natal, uma lição de simplicidade
Seguinte Ano de ligações e sociabilidade - 2022