#ReikinaEscola em tempo de pandemia


Será importante manter alguns projetos em tempos de pandemia? E em confinamento? Na realidade, este espaço tem sido essencial para as crianças extravasarem os medos, as ansiedades, o desconhecido.

Alguns de nós, adultos, acompanham ao minuto as notícias e têm acesso a informação detalhada sobre a pandemia, os números e as previsões. Outros ouvem aos poucos, pois o medo já não permite o acesso a tanta informação. Outros ainda “fecham” os ouvidos a qualquer tipo de informação, pois já não aguentam mais. E como reagem as nossas crianças ao assistirem a tudo isto?

Na minha opinião, sofrem e vivem o medo no silêncio. Talvez a maioria se feche neles próprios. Há crianças que falam e desvalorizam, e há crianças que fazem de conta que nada os assusta, tal como os adultos!

Na sala de aula de uma turma de 4º ano, no último dia de aulas presenciais e ainda antes do atual confinamento, lancei a seguinte pergunta: “Meninos, querem falar sobre o que se está a passar? Estão com medo? Medo é uma emoção como outra qualquer, podemos falar dela.” Resposta geral: “Não”. Um aluno levantou timidamente o braço e disse: “Sim, eu tenho medo que os meus avós fiquem doentes e morram.

Afinal, todos temos medo…

Nesse momento instalou-se o medo. Afinal, todos tinham medo. Uma aluna deixou que as lágrimas corressem, mas preferiu ficar em silêncio. Outro aluno chorou compulsivamente durante quase 30 minutos e no final escreveu: “Senti-me muito triste, mas agora estou mais calmo”. Escreveu, mas não conseguiu dizer uma palavra. Os mais novos não estão indiferentes nem alheios à realidade, pois quando colocada a mesma questão numa turma de 2º ano, a resposta da maioria foi: “Tenho medo que os meus pais adoeçam e morram.”

  • O desconhecido deixa-nos, por vezes, sem palavras e é por isso que primeiro escolhemos sentir o que nos assusta e só depois mudar, transmutar e escolher sentir-mo-nos bem, sempre com o mesmo objetivo.

#ReikinaEscola - relatos de Pandemia

Felicidade para + saúde

Na última semana antes do confinamento, a nossa meditação/exercício foi sobre a Felicidade. A importância daquilo que sentimos, se isso ajuda ou não a saúde do nosso corpo; a importância das palavras, as que dizemos aos outros e especialmente aquelas que nos dizem a nós. E nesse último dia criámos um mantra: Sente a Felicidade, Sente a Felicidade, Sente a Felicidade.

Fomos buscar Felicidade a todos os momentos vividos, a pessoas e a situações, sem nos esquecermos da importância de chorar, falar, partilhar medos, pois o tamanho do nosso medo é gigante e paralisante quando vivido sozinho. Mas depois de falado e partilhado, ganha um tamanho com o qual é possível lidar. No final, devemos preencher-nos e envolvermo-nos de emoções, sentimentos e pensamentos que nos façam bem, por forma a ganhar força, estabilidade e saúde para ultrapassar tudo isto.

O mais importante é escolher partilhar, falar e sentir! Aprender a estar bem e feliz. Tratar-se o melhor possível e rir, pois rir é um exercício como outro qualquer.

Venceremos juntos!

Houve um professor que disse que estes miúdos vão ficar marcados. Eles podem recuperar o seu conhecimento no próximo ano ou durante o resto da vida, mas como ficam emocionalmente? É sobre esta matéria que este e outros projetos são agora ainda mais importantes, quer a escola seja presencial ou à distância, e obviamente independente do ano escolar. Será também importante em qualquer instituição, pois é um assunto que nos afeta a todos. Nós, felizmente, iremos continuar, pois por muito desconhecido que seja o caminho, contamos fazê-lo juntos, aprendendo e ensinando da melhor forma. Queremos encontrar as ferramentas para ultrapassarmos esta situação do modo mais equilibrado e são possível.

Marisa Nogueira

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