Sem humor, nada feito…


View of a beautiful young woman with long brunette hair and closed eyes, posing naked on the beach of the Corsica island, France, seascape background. Horizontal view.

A vida não está p’ra rir!
Se tivesses de escolher entre felicidade e paz, qual escolherias? Parecem-te sinónimos? Não sei se serão. Para mim, não são. Preciso de ambas.

Adoro a sensação de euforia que a felicidade me dá. Adoro rir de cabeça para trás, com os pulmões cheios e a alma
a rebentar. Adoro a excitação das coisas boas, a viagem que surgiu, a surpresa que me fizeram! Ai, que feliz que estou por chegar a casa e atropelo-me a falar, porque a felicidade acelera, deslumbra
e entusiasma, ao ponto de me fazer trincar a própria língua. Respira Marine, respira. A felicidade, como já te contei, faz colapsar. Tão boa, que é a felicidade.
E choro – sim, choro – porque a felicidade faz chorar.
Mas e a paz? Não a tenho sempre.
É outra coisa. Outro preenchimento.
A paz surge de um respirar mais longo. A paz surge até depois da dor, porque dói tanto que, quando se evapora, sentes a acalmia e a certeza de que nada é mais importante que esse sossego. Só queres que nunca mais vá embora.

A paz trabalha-se.
A felicidade surge.
A paz pode surgir quando a felicidade desaparece, se quiseres, se te concentrares, se tentares, mas nunca surge
a felicidade sem paz. Isso é loucura. Se tivesses de escolher entre felicidade
e paz, qual escolherias? Eu escolheria a paz. Andei sem ela tanto tempo que, quando a conquistei, jurei-lhe amor eterno. Ela desaparece quando estou ansiosa, quando tenho medo, quando me perco. Mas surge quando a procuro, quando tento, quando me vulnerabilizo e aponto o amor como cura. A paz
é tão pura que se torna sensível, frágil, e desaparece como a areia por entre os dedos, se não souberes protegê-la.

A paz precisa de proteção
Se tivesses de escolher entre felicidade
e paz, qual escolherias? Seria difícil, sim. Sou feliz. Sou do riso e da alegria. Gosto de barulho, de festa, de emoções fortes e de me sentir completa, mas seria na paz que eu mergulharia, mesmo que isso significasse mais silêncio do que humor. Seria difícil, porque a paz precisa de conexão. Mas quem é que sabe sempre de si? A paz precisa de uma certa orientação, de ser ritmada, constante, bonita, esvoaçante como a dança da bailarina que, apesar de estar em pontas, consegue equilibrar-se. Porque a paz é a única coisa que se ilumina quando tu te desligas…

A paz é tão pura que se torna sensível, frágil, e desaparece como a areia por entre os dedos,
se não souberes protegê-la.

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