Um eterno Agora


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Não esteja no automático…

Viver o momento presente parece uma frase feita, mas na verdade somos pouco conscientes da importância da mesma, apesar do ato de “viver no Agora” ser uma chave essencial caso queiramos estar na vida de forma plena e autêntica.

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 Decidir viver o momento presente constitui uma filosofia nem sempre fácil de seguir. Por vezes, o passado resiste em ficar para trás e o futuro converte-se em protagonista, sobrando pouco tempo para o que realmente existe: o Agora, do qual teimamos em fugir.

As lembranças fazem parte da nossa vida e não há problema em as recordar, umas vezes com nostalgia (as boas) e outras vezes com alívio (as más). Também é lógico e saudável fazerem-se planos para o futuro. O problema surge quando nos esquecemos do que realmente importa na situação atual e quando não conseguimos ser felizes com o que há agora na nossa vida.

Estratégia de fuga

 Evadirmo-nos do Presente é algo que fazemos de forma inconsciente e sem nos darmos conta, sendo, muitas vezes, um mecanismo psicológico de fuga, uma via de escape face a um presente no qual não nos sentimos bem, que branqueamos idealizando um amanhã em que tudo mudará magicamente, adiando a felicidade e arriscando uma desilusão, originando um novo adiar do viver, saltando de idealização em idealização. Esta é uma fuga continuada, pois, chegando o amanhã, este trará sempre um amanhã seguinte… Será sempre estar à espera do horizonte, sem olhamos e estarmos inteiros em cada um dos passos que vamos dando no nosso Caminho. Recordar, desejar, arrepender, esperar e lamentar são as táticas mais usuais e perigosas para fugirmos do presente. Não nos deixemos aprisionar por este círculo vicioso, porque, mais do que a meta, o que interessa é o caminhar e o desfrutar da “paisagem”.

Ansiedade e Depressão

Muita da ansiedade sentida decorre do facto de a mente estar demasiado focada no futuro, sempre na expetativa do amanhã e de acontecimentos que nem se sabe se terão lugar, gerando um grande desgaste emocional. Curiosamente, uma enorme percentagem das preocupações que se têm nem se chegam a concretizar… Por isso, para quê tanta “pré-ocupação”? Por outro lado, muitas das pessoas que apresentam um quadro depressivo costumam estar mais focadas em acontecimentos do passado. Porém, relativamente a este, a melhor coisa que podemos fazer é aprender com as lições e, do futuro, esperar o mesmo com curiosidade, mente e coração abertos e disponíveis.

 

Aprender a viver o momento presente

 

  1. Cultivar a Atenção Plena

Centrar a nossa atenção permite-nos viver no Aqui e Agora, sendo uma prática com benefícios para a saúde e bem-estar geral. A observação e a atenção ao presente levam a que se evitem dispersões mentais que não deixam espaço para o que na verdade importa. Estar presente é não estar no automático. É sentir e estar na vida de forma autêntica.

 Praticar Meditação

A Meditação treina a mente para viver no presente, ajudando ao desenvolvimento da capacidade de observação plena e a colocar atenção no que sentimos e pensamos no momento presente, aprendendo a desfrutar da vida de forma mais inteira, presente, atenta e consciente.

  1. Aceitar a incerteza

Não se pode controlar tudo o que nos acontece, apesar da necessidade de controlo fazer parte do instinto de sobrevivência. Quando nos queremos antecipar a cada coisa que “possa vir a ocorrer” deixamos de viver o presente e começamos a viver angustiados, pensando demasiado no futuro. Abraçar a incerteza passa por aceitar que tudo passa e que tudo se resolve, implementando soluções à medida que eventuais contratempos possam surgir.

  1. Soltar as cargas do passado

A saudade de tempos idos felizes ou os lamentos por eventuais erros cometidos constituem uma carga muito pesada, sobretudo quando se arrasta. Do passado resta fazer a aprendizagem possível que cada vivência encerra.

O tempo é efémero e custa saboreá-lo, porque o presente apenas dura um instante. Porém, viver esse instante em consciência constitui o cerne de uma vida mais positiva. Por outro lado, não existe outro momento que se possa viver a não ser este… e este… e mais este… Um momento de cada vez.

 

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