Vera Santos, a parapsicóloga dos portugueses – Entrevista


Vera Santos explica-nos o motivo pelo qual, por vezes, atraímos situações menos positivas para a nossa vida.

 

Será que atraímos mesmo o que emitimos?

Imensas pessoas têm esta dúvida. Perguntam-me: “Mas se eu não faço mal a ninguém, porque será que atraio isto?”. Denoto que a maioria das pessoas julga que tudo o que faz é positivo, ou por falta de verdade em admitir os seus pensamentos menos bons, ou por não terem noção de que o seu lado sombra existe. Todos o temos, não existem santos! Recordo uma paciente que teve seis cancros seguidos, dizia-me que nada fez para receber tanto mal. Sinto que muitas pessoas têm dificuldade em perceber que somos terra, que não somos um corpo perene. Nada do que existe nesta vida é estático, tudo se movimenta para um fim, para um início, e as doenças fazem parte do ciclo. Não devem ser vistas como castigo, mas como algo natural. O ser humano tem dificuldade em admitir que é mortal e faz de tudo para escapar desse pensamento. Até cria pensamentos irreais para não aceitar a sua natureza. O medo da morte, por exemplo, é um deles. Como é possível não aceitarmos e não entendermos a morte como algo natural, se é a única certeza que temos na vida? Na minha opinião, mais importante do que sentirmos medo de morrer, é estarmos mortos ainda vivos!

A Lei da Impermanência é mais uma das leis universais que regem o Universo e, consequentemente, tudo o que existe nele, inclusive os seres humanos. É uma das leis universais mais difíceis de serem compreendidas e aceites. Devido ao desconhecimento geral das leis que regem o Universo e a uma errónea visão do mundo, baseada no medo e no ego, vivemos numa busca constante de segurança e, por consequência, queremos controlar tudo e todos. Porém, a segurança é uma ilusão, porque tudo muda, tudo está em constante movimento. E isto é a Lei da Impermanência.

A Lei da Impermanência convida-nos a ver a vida como uma aventura. Se entrarmos nesse fluxo de soltar e mergulharmos nessa jornada de possibilidades que é a vida, a nossa vida fluirá melhor, além de nos sentirmos mais leves, plenos e em paz. Criação é amor, por isso, ele é a matéria-prima do Universo. O amor é algo maior, ainda estamos a tentar alcançá-lo. O Amor traz o não julgamento, o altruísmo, a diversidade e o todo como meta principal. Ele é incondicional e sai da individualidade para o sentido de irmandade, de coletivo. Não que percamos a nossa individualidade, mas não agimos de forma egoísta com ela nem nos achamos mais – ou menos – que os outros. Somos iguais, somos todos um. E é imbuídos desse sentimento de Amor que conseguimos compreender e aceitar facilmente a Lei da Impermanência, simplesmente porque deixamos de sentir medo e, assim, perdemos a necessidade frenética de segurança, posse e controlo.

Vou dar-lhe um exemplo para ver que tudo isto é real. Imagine-se a aceitar as coisas e as pessoas tal como elas são. Imagine-se a não querer controlar o comportamento de um, o pensamento do outro, muito menos o sentimento de um terceiro. Você responsabiliza-se somente por você, pela sua conduta, ações, o que sente e pensa. Sentiu-se mais leve? Não parece que foi retirado um peso das suas costas? E a ansiedade? De repente, sente-se sereno, certo? Pois é, você abriu-se para a Lei da Impermanência, deixou fluir e aventurou-se com prazer e alegria na aventura que é a vida.

A Lei da Impermanência não vai contra o facto de termos objetivos e agirmos para os alcançar. Pelo contrário! Ela quer ver-nos em movimento, pois o movimento é impermanente e flui o tempo todo. Vamos fazer a nossa parte com confiança, alegria e leveza, e vamos deixar que o Universo faça a parte dele. Aliás, esta Lei impulsiona-nos a mudar, transformar. É nesta fase que, muitas vezes, começamos a cair, pois preferimos acomodar-nos, ficar na zona de conforto. Então, as coisas desagradáveis acontecem e não entendemos o porquê. Contudo, foi a forma que o Universo encontrou para nos forçar a uma mudança e sair do estado cristalizado em que nos encontrávamos. Estar no fluxo com as leis universais é estar em harmonia com o Universo, e assim a nossa vida flui, flui, flui…

 

Entrevista cedida
Ervanária Vera Santos
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